Monday, August 01, 2016

Condição de Tio

Hoje tive a notícia de que já sou tio.

E pois, estava a tentar voltar ao trabalho e não consigo.

Só me apetece fazer algo.
Algo que celebre esta nova existência de Faia.

 

E se lhe já dediquei poema, questiono que fazer a seguir.
Sai este texto.

Pergunto-me sobre o que é ser Tio.Qual deverá ser o papel de um Tio.
Como se constrói um bom Tio ?  Isto é, qual é a melhor relação possível que pode existir entre um Tio e uma sobrinha.
Se por um lado posso dizer, basta continuar a ser o que sou, a verdade é que há um convite a ser outro.
Pois esta novidade faz com que já não seja apenas o Diogo. Agora há também o Tio Diogo.

Posso falar das relações que tenho como sobrinho, onde Tias e Tios me acolheram em sua casa por vezes e que me foram presenteando ao longo da vida quer com a sua companhia quer com certas coisas, de doces, a objetos usáveis a outros nem tanto, que manifestavam uma necessidade de contribuir e oferecer e cuidar, em alturas como o Natal e a Páscoa e outros Tios e Tias, também presentes nas férias de Verão. Há ainda aqueles e aquelas com quem me fui encontrando ao longo do ano, em ocasiões diversas fossem aniversários ou simples encontros esporádicos que por algum motivo nos faziam estar juntos.

E agora lembrei-me de por exemplo que podia mapear p.ex todos os jardins com parque infantil. Há quem já faça essas listas: p.ex. aqui . Há os parques temáticos, p.ex. aqui.

E haverá certamente muitos outros espaços que não foram mapeados e que poderão ser descobertos.

Poderei também identificar tudo o que de mais doce existe e que não faça mal. I.e. doces sem açúcar. E mostrar também que nem só de doces se faz a vida. Há quem diga que o melhor substituto do açúcar são as tâmaras.  Porquê livrar do açúcar? A Ana Galvão fala sobre isso aqui, depois  de ter estado 30 dias a evitar produtos com açúcar adicionado. Um video em inglês sobre o assunto pode ser visto aqui


Algo me diz que há outras coisas que podia estar a fazer.
E por isto, para já, fico por aqui.

Nesta nova condição que é ser Tio.






Tuesday, February 09, 2016

Ironias de viver, servidas por uma vizinha de 160 anos

Uma pessoa que conheço relativamente bem contou-me esta história:

Estava em casa, quando a vizinha toca à porta.



É uma senhora com 160 anos, que tem uma águia e um cão a viver em sua casa.
Este é o seu segundo cão.

O primeiro pensamento que lhe surge é algo como "que chatice"...pois estava a trabalhar.
Ao mesmo tempo decide-se levantar e ir abrir a porta.
Como posso não atender às necessidades dessa senhora?

Abre e ela presta-se a entrar, dizendo querer oferecer um presente para um ser fantástico de 3 anos, que vive numa ilha não muito longe, em anos-girafa.



Outro pensamento lhe surge...."Como é que é possível...esta senhora anda sempre a pedir dinheiro emprestado e agora vem-me oferecer presentes!"
Ao mesmo tempo cabe-lhe pensar: o dinheiro que lhe emprestei cabe-lhe a ela saber como melhor o utilizar para suprir as suas necessidades.

Cabe a reflexão, de que quando se dá ou empresta, o melhor é emprestar de coração.



 Ao mesmo tempo, há que reconhecer os 2 lados da equação.

Qual a melhor forma de servir alguém como a esta senhora, que vive das suas queixas, dos seus mal-dizeres contrapostos por sorrisos e presentes, e convites e elogios, pelo bem que crê fazer aos animais, quais águias alimentadas na cidade, e quais bebés-águias feridas que cuida e alimenta.




Esta ironia que é viver, que é manter relações na vida.
Relações de amizade, de sobrevivência, de satisfação de necessidades.

Esta beleza que é poder dar, poder partilhar quando se tem.
Esta ironia que se tem a capacidade de se relacionar.
De pedir quando não tem e dar quando deve, devolvendo o que tem.

É uma senhora que só pode ser alimentada por algo divino.

Divindade essa que flui e que acontece.
Que estimula aos mais escuros pensamentos de sofrimento.
Ai que chatice, vou precisar de parar de fazer o que estou a fazer para atender às necessidades de outro ser.

Que chatice que é escolher não mostrar que não se tem mais que fazer...
E que bom é poder acolher, poder criar laços.
Viver.








Tuesday, July 01, 2014

Poema de motivação


-------- Original Message --------
Subject: Candidatura Projectos de empreendedorismo social
Date: Tue, 01 Jul 2014 12:54:40 +0100
From: Diogo Cordovil S. Cordeiro
To: empreendedor@fundacaomais.org, job@fundacaomais.org, geral@fundacaomais.org


Bom dia,

Desde já agradeço a vossa resposta e, no seguimento da mesma, venho 
apresentar a minha candidatura.

Em anexo coloco o CV.

Agora, porque é que me candidato ?

É simples : porque para mim faz sentido poder contribuir para o 
bem-estar comum.

Não escrevi uma "carta de motivação"

Prefiro chamar-lhe um poema de motivação.


Andava eu desde 2011 "acordado".
Na realidade acho que já foi lá para 2008 que comecei a ganhar consciência.
Em verdade talvez tenha sido antes.
Para quê, perguntará quem me lê.
Ainda estou a descobrir, pois é essa a verdade,
Se é que podemos dizer que existe a verdade nesta coisa que é a vida
Em realidade, (ou em verdade?),
hoje acho que há muitas pessoas preocupadas em descobrir a verdade que 
se esquecem da realidade.
É, é isso que eu tenho vindo a fazer, acordar para a realidade. Já cá 
estava, e muitas coisas já fazia por achar bem.
De uma educação católica, a uma passagem intensa pelos escuteiros, a 
serviço de voluntariado com a Igreja e com a sociedade civil.
É, achava bem muitas das coisas. Vivia, deixando andar.
Hoje sei que não sei ser poeta,
Não se pode saber aquilo que está por criar.
Há que saber aprender portanto.
Há que saber relacionar.
Há que saber respirar.

A informação chora a toda a hora, na medida em que julgamos o que ouvimos.
As pessoas na rua andam preocupadas com a vida.
É a Crise, maldita! crise, mais de 40 000 pessoas ficaram sem acesso ao 
RSI - Rendimento Social de Integração, dizia uma notícia de há dias.
Há icebergs a derreter e percebi que alguém referiu também que numas 
décadas neste país serão uns 4 ou 6 milhões.
É, verta eu uma lágrima por cada notícia que oiço, então qual iceberg 
qual quê.
Serão essas lágrimas que inundarão o mundo.
E, enquanto ser humano que julgo ser, ofereço-me a liberdade de não chorar.
Pois gosto de viver.

Este ano conheci uma pessoa que recebe uma pensão social e uma pessoa 
que (ainda) recebe o RSI.
Pessoas com uma história de vida. Pessoas capazes de serem si próprias.
Pessoas, definindo-as o que define outras tantas : Vivem.
Umas choram, outras gritam. Sentem, emoções, respiram.
Recebem um cumprimento, oferecem um sorriso.
Queixam-se do instante da era que vivem e agradecem.

Ao mesmo tempo, observo, hoje ao longe, um conjunto de pessoas que em 
sofrimento vão trabalhar.
Verão, temperaturas acima dos 30 graus, e vejo homens vestidos de fato e 
gravata. Às vezes ainda sou eu.
Depois observo outras tendências. A tendência do calção para o trabalho. 
O estilo livre. O estilo com propósito.
Vamos mudar o mundo. Acredito no que faço. Isto é apenas uma forma de 
poder fazer o que quero.
São observações que me emergem.

E as pessoas vivem, continuam a viver. Precisam de viver.

Há a guerra das sementes e a batalha contra o cancro.
Há a procura da fonte de energia eterna.
Há o tal um por cento da população.

E depois há outros como eu, que vou conhecendo.
Uns tipos Sem Medo, muitos Joões com nomes diferentes.
Eu começo na verdade (real ;-) ) a achar que aquilo de que não tenho 
medo é de ter medo.

É, é este medo de não ter medo
É esta consciência de que tudo passa.
É esta consciência do meu ser.

Que me faz querer contribuir para o bem-estar comum.
Porque é realmente essa a única forma que conheço de eu também estar bem.

E se me derem os recursos, os €, os meios, os contactos, sem eu ter de 
trabalhar,
Fantástico, poderei então começar a criar.

Tuesday, December 31, 2013

2 meses de Introdução à Meditação Mindfulness, com Zorbuddha HD, de Vasco Gaspar

En 5 de Novembro de 2013 iniciava-se o programa ZorBuddha HD 

Desde então, até hoje 31 de Dezembro de 2013, muito aconteceu.

Desde lançar o projecto RecibosOnline (www.recibosonline.pt) em produção (Loja Rituals Amoreiras), a idealizar, desenhar e lançar o Projecto GET (www.projectget.org), há no entanto uma constante em todos os dias.

A leitura semanal proporcionada pelo programa ZorBuddha HD, e as meditações diárias, por vezes guiadas, por vezes inspiradas pela meditação da semana, utilizando a técnica MindFulness.

Foi proposto o desafio de tirar uma foto antes e depois.

Deixo a quem ler o Post as devidas ilações :

5 de Novembro de 2013














31 de Dezembro de 2013















Grato ao Vasco Gaspar pelo potenciar de tal programa e contribuir também para esta evolução.

Sunday, April 22, 2012

Duas formas de viver : uma epifania

Nestes dias, iguais a tantos outros, reflicto

(curiosamente ou não a epifania aconteceu ao ler Schumpeter sobre o Valor Social, em Ensaios : Empresários,Inovação, ciclos de negócio e evolução do capitalismo)

Há apenas duas formas de viver.

Não sei qual é a 1ª e qual é a última, e certamente não há nenhuma certa.

Uma prende-se com entregar algo à sociedade, quer contribuindo para a sua melhor compreensão, quer para a sua subsistência, quer para a sua evolução (que neste momento passo a definir como tudo aquilo que acontece que leva a um melhor aproveitamento do tempo de vida, seja através do seu aumento, seja através da eliminação do desperdício).

A outra prende-se com a submissão ao sistema existente, e uma aceitação da realidade como é, e que trabalhar é porque assim deve ser, e o que importa é sobreviver, trabalhando, procurando a felicidade enquanto índividuos, etc.,etc.

Pelas descrições acima, será fácil fazer crer que sou apologista da 1ª - a da utilidade social -, no entanto a 2ª pode também confundir-se com a 1ª, e se a submissão não implicar um impedimento da 1ª ou outras 2ªs, aceito-a.

A vivência enquanto individuos, em realidade nunca o é. A não ser que vivamos isolados, a partir do momento em que vivemos numa sociedade (e seja esta de 2 pessoas), há sempre uma entrega, por mais subtil e irrisória que seja....

Todos nos influenciamos mutuamente, porque todos vivemos em conjunto.

Ainda assim, o que a cada passo descubro, é que não tem que haver uma missão em concreto.
O que é importante é explorar as nossas valências, validar os nossos limites, e de alguma forma, conscientemente ou não, temos sempre algo a entregar.

Tenha impacto em uma, dez, um milhão, seis biliões de pessoas, ou até mais. Basta que nos cruzemos com alguém, que automaticamente está feito. Vivemos e respiramos enquanto seres sociais, e como tal entregamos.

Porque entregar é viver, pelo menos em sociedade.

A única decisão a fazer é então : Queremos entregar conscientemente ou inconscientemente?

Inconscientemente corremos o risco de nos deixar levar pela corrente...e se por vezes até sabe bem, por estarmos cansados, o perigo é iminente, porque o mais certo é mais tarde ou mais cedo o corpo precisar de novas energias, e se não tiver acesso à fonte, acaba por desfalecer. A qualquer altura é possível sair da corrente sim, a diferença é que quanto mais tarde, mais teremos que caminhar para ir à fonte, e mesmo que a energia dure até lá, a verdade é que no caminho envelhecemos, e o tempo esse, até à data, não volta para trás.

Conscientemente temos a opção de escolha : qual o rumo a seguir. Ao escolher um rumo, automaticamente trilhamos um caminho, e criamos uma nova corrente. Com mais ou menos força, depende do número de pessoas que seguirem o caminho. Se todos seguirem esse caminho, o mesmo fica trilhado, e por ali nasce uma corrente.

Não temos que remar contra a corrente,  e até podemos remar a favor da corrente, mas temos que remar. Porque enquanto remarmos, temos a liberdade de escolha. Só precisamos de ter atenção, de que se formos a favor da corrente, de levar connosco energia suficiente para mudar de direcção a qualquer momento, sem ser necessário regressar à fonte para recarregar, entregar, viver.

Depois deste texto, o que concluo, sem fechar, é :

Saber viver é como saber surfar : Há fatores que estão sempre fora do nosso controlo. É possível aprender a lidar com eles.  O que em verdade importa, é saber ler o mar, saber quando remar, saber quando "dropar",  saber quando se pode virar, e virar ou não virar, consoante queremos continuar na mesma onda, apanhar uma próxima, ou simplesmente sair da água e descansar ;-).

Monday, March 19, 2012

Quem sou...


Eu sou o que sou,
Quem sou?
Um ser inquieto
Que habita o pensamento,
Que vive a acção,
E procura a emoção.
Um ser influenciável,
e ao mesmo tempo responsável.
Um ser analítico,
e aberto ao novo.
Um ser andante,
Porque quieto não páro.
Ultra-activo, e ao mesmo tempo,
Preguiçoso.
Um ser como eu,
Um ser como sou.

Sunday, March 04, 2012

The Value of things

What is the true value of things (either tangible or intangible)?

Some days ago i stood upon a sell. I was showing this awesome product to a potential customer, and after some negotiation i managed to agree on selling by credit.

Basically, there was a 20% increase on the value i negotiated, and in the end, credit would take 1/3 of the "money" i was exchanging the product for.

This made me think... What is the real value of things ? Is that drove by this capitalist world, where "the market" sets the price?

I'm right now immersing on a journey of finding the real value of things.

My first axiom is then : The real value of things should be calculated in terms of the value it brings for each person.

What is such thing as the value of a thing for a person?

Is it a function of time : how much time will it spare you ?
Is it a function of usefulness? : how many times will you use it ?
Is it about efficiency : how much energy (either physical or spiritual) will it save you ?

I loved the movie "In Time", just because it takes the concept that "time is money" to an extreme, where you trade life time for goods and services.

One can say : Time is the most important thing of your life, because sooner or later, "your" time will come to and end.

Others might say : Time is important, but only if you are healthy (physically and psychologically) enough to live it to its full extent.

The rest would say : Carpe Diem - Seize the day or :  Enjoy each day as if it were your last.

The thing is : When you pay for a good or a service, you pay in "money" (forget about the channel by which you choose to pay - cash, bank transfer, debit or credit card, check). But where do you get your money from ? And you will answer : from work.

So, in the end you are trading your work for the goods and services you consume....

And is it a fair price? The "market" says the rules : Offer & demand it says : Your work is worth in money what you might get for it....right ?

Really ? I would say : you are the one in control of your life : and for you : the value of a thing is basically the amount of quality life you trade for it. If it won't bring you quality life, why get it ?

I think we might be getting to a point here : So, everyone would agree that in the end, what matters is the amount of quality life you have, right?

And then we would ask : What is quality life? Having a great car, a great house, a great wife, a great tree, a great son, a great daugher, a great....? Everything great, right? But what is great?

Be happy all the time? Everyone "normal" wishes to be happy, right ?

The one definition of happiness i like the most is the one that says : Happiness is a matter of choice. It's up to you, and only you, to be happy or not. You are the master of thyself, some would say.

Others would then argue : Yeah, i can "buy" that, but we are social animals, and our environment : the others, they will always influence us, and our happiness.

So, basically, how would you like a world where everyone is happy about their lives?

How can you ensure such a world? Is this capitalist world the right path ? Or is it just a "path", and you might choose not to follow it ?

Others would say at this point : Forget it. if you don't follow by the rules of money, you will end in ruin. That's just how things work. Money is just a way to ease trade. It is an agreement between parts....

So...how does this happen ? "Yesterday" you traded sheeps and goats, today you also do that, but transport money instead of anything else. It spares you time and effort, that's for sure. Quality of life you say.

So i guess that money isn't that bad at all, is it ? It just exists to ease the process of trade, right?

Really?

How many goats is a sheep worth ?

(I'll check on this, and keep you posted : feel free to share your knowledge and thoughts on this:-) )




Wednesday, February 22, 2012

Nim

Não, não me apetece. E depois vamos, e acontece.
Não, pára, mas por favor continua.
Não, esquece. Repete lá outra vez ?
Não dá, é impossível. E depois fazemos, e até palmas merece.

O não são apenas três letras e o tilde, um acento.
Há alturas em que é importante dizer-to.
Há quem saiba apenas dizer sim.
E depois há os outros, os do nim.

Os nins são tramados,
podem passar despercebidos
Não são tidos nem achados
E depois surgem os arrependidos

Há uma forma de o testar,
ao não quero eu dizer
É uma questão de insistir,
mas cuidado, para não chatear

Há mil e uma formas de o fazer
Chamam-nos então de líricos
Porque somos artistas no persistir
E aí o truque, meus caros,
É acreditar que vamos conseguir.

Ass: Manel Esticado

Tuesday, February 21, 2012

Esticar


Estás-te a esticar !
Estiquem bem esses gémeos!
Estica-te, para poderes chegar lá.
Estica-te, quando estás muito contraído.
Estica-te, quando tens uma cãimbra, e vais ver que melhora.
Estica-te, quando gostas, quando estás à vontade, quando te sentes descontraído.
Estica-te, dá mais um passo, testa os teus limites, e fá-lo naturalmente, sem forçar.
Se continuares a esticar, acabarás por lá chegar. É verdade, esticar é saudável, alegre e divertido.

Por vezes pode doer, mas a dor depressa se torna em graus de liberdade, e rapidamente chegas mais longe.

Estica-te, quando não tens altura para ver. Estica-te, quando te falta um bocadinho assim |----|.
Estica-te...sempre que te apetecer.

Dizem-te "Estás-te a esticar", e depois és premiado com um sorriso. Esticar só pode ser algo positivo.

Esticar é uma arte, um alongamento do teu ser, uma forma de viver e de olhar. Uma forma de ir mais longe, e de te preparar.

É também uma forma de relaxar.

Esticar, o elástico. O elástico estica e estica.
Estica até ao ponto óptimo. Aquele, suficiente para abraçar, e com margem para esticar mais um pouco, e no entanto sem o fazer.


Eu confesso, estico-me quando gosto, e normalmente sinto-me bem com isso.

Acho que todos devemos trabalhar a nossa elasticidade, principalmente a habilidade de esticar. E quando não der para esticar mais, procura alguém, e dá-lhe a mão. Será impressionante o quão longe consegues ir.

Estica-te, dá a mão.Estiquem-se em conjunto.


Outra confissão. Ontem estiquei-me.

E tu?

Monday, September 14, 2009

Pessoas do metro

Ultimamente tenho tido o luxo de poder andar de metro e observar as pessoas à minha volta.

Hoje por exemplo, dei comigo a olhar para o metro do outro lado da linha, e a afastar a minha visão do mesmo, como que a fazer um zoom para ter uma visão geral daquela cena.

Estava na linha azul, as pessoas cansadas ao fim de um dia de trabalho, que continuavam para além do Colégio Militar, nessa linha que tem como destino a Amadora.
Antes disso havia uma rapariga com o que chamaria de um decote sem cote, e que se sentou naquelas cadeiras laterais, mas fora do meu alcance de visão.

Entre trocas de lugares (foi essa a minha boa acção do dia, levantar-me de um lugar para dar lugar, e encontrar lugar a seguir :-) ), fiquei sentado também naqueles lugares laterais, mas do mesmo lado e do outro lado da zona de união do metro, na mesma sem estar no alcance de visão daquela moça.

No entanto o que me faz escrever, não são só os seus grandes atributos, mas a forma como um homem que passava olhou para ela.
Ora, não sei em que paragem foi, mas foi a caminho do Colégio militar, creio. Um homem passou a minha frente e uns passos depois deparou com aquela visão, quando se preparava para abandonar o metro.

A rapariga estava a olhar para o telemovel (via apenas o telemóvel na mão dela do ângulo em que estava), por isso não deve ter tido o prazer de ver a forma como o homem a olhava.

Não era cara de choque, nem de rebarbado, mas de fascinado.

Já vos aconteceu alguma vez verem algo, olharem uma vez, e olharem outra para ter a certeza, e como quem não quer a coisa, olhar novamente para desfrutar mais um pouco dessa visão?

Pois bem, o homem não olhou nem uma nem duas nem três. Olhou para ela de forma intermitente (olhava, virava a cabeça, olhava virava a cabeça), perguntando-se "Mas será mesmo verdade? Será possível?".


Espero não ferir sensibilidades com este texto...mas de facto, ao ver esta cena, não pude deixar de esboçar um sorriso. 

Se tivesse ficado a olhar para a rapariga nunca tinha observado tal comportamento...

Gosto de andar de metro. Há sempre caras diferentes, muitas vezes indiferentes, mas quase sempre expressivas.

Bom, isto porque não tenho andado muito enlatado...e espero que assim continue :-).

E bem haja a linha vermelha que finalmente teve a sua ligação Alameda - Saldanha - São Sebastião por terminada.


Beijinhos e Abraços,

Diogo





Wednesday, August 19, 2009

O outro lado do vidro

Hoje foi daqueles dias em que não consegui fazer nada no trabalho...

O dia todo a instalar software para poder mudar de lado do vidro, no open space em que estou.

Na realidade esta mudança de lado representa uma mudança na tecnologia em que estou a trabalhar.

Passar de código c++, em que se faziam e testavam serviços de telemóveis e se passa o dia a ver pacotes de dados e a enviar toques de telemóvel, para começar a trabalhar na vertente web.

Ainda não sei bem o que vou fazer deste lado do vidro, mas posso-vos dizer o que fiz hoje.

Quando cheguei um colega prontamente se disponibilizou a ajudar-me com as novas instalações, vindo logo com a sua pen para copiar o IIS para o meu pc.

Isto para poder testar o código que vier a fazer neste portátil.

Lá se instalou, mas depois apareceram erros a todos desconhecidos. Reinstalei o IIS e parece que se avançou mais um passo. Mas ainda não era suficiente.

Depois da reinstalação fiz uma pausa para ir ao médico (esta rinite é desgraçada). Quando voltei começou-se com uma sessão de instalações em série.

E pronto, parece que as instalações chegaram ao fim.


Mas não sem antes andar a viajar um pouco pela net e descobrir que o Google Street View já está disponível em Lisboa.

Basta irem a http://maps.google.com , como antes o faziam, e ir fazendo zoom.

Lindo, maravilhoso.

Agora vou reiniciar o computador, para depois ver se está tudo e pronto, voltar a casa para amanhã seguir caminho.

Beijinhos e ABraços,

Diogo

Saturday, July 25, 2009

O choque da morte de um amigo.

Todos os dias temos a nossa rotina. Por mais coisas que façamos, semana após semana elas repetem-se.

Mas a verdade é que cada dia é um dia novo e todos os dias são diferentes.

Há pessoas que têm vergonha de se rir, e há aqueles que se riem de pleno pulmão.

Há pessoas mais acanhadas, e pessoas mais extrovertidas.

Há pessoas que não têm receio de ir mais além.

Há pessoas que passam e pouco nos dizem, e há outros que quando sabemos a notícia da sua morte, por momentos ficamos incrédulos.

Pedro Zenóglio. Uma grande pessoa, extremamente culta, e que se entregava por completo à sua sina - a medicina.

Finalmente tinha terminado o seu estágio, e já não eram necessários tantos bancos de serviço, disse ele na sua casa nova, a festejar o seu 27º aniversário, rodeado de amigas e seus respectivos, do liceu francês, do trabalho, e também do coração.

Tinha encontrado a rapariga ideal para ele, e estava a começar a sua vida independente.

Algo se passou entretanto, que nem uma semana depois desse lanche, recebi a notícia do seu falecimento.

Esta é uma pessoa que morreu feliz, isso vos garanto.

Quando leres esta mensagem, faz pelo menos um minuto de silêncio. Pensa que uma pessoa que admiras muito, e com quem pensas que vais ter muitos mais momentos, falecia assim de repente.

Repensa a tua vida, e valoriza os teus amigos.

Beijinhos e abraços,

Diogo C S Cordeiro

Saturday, May 16, 2009

Grafologia

Esquema Grafologia
Quando escrevemos algo estamos não só a expressar um pensamento, uma ideia, uma nota, mas também as nossas emoções, com traços da nossa personalidade.

Hoje disseram-me que tinha uma caligrafia "engraçada", "singular", e fiquei a pensar sobre o assunto...O que é se consegue ver através da caligrafia de uma pessoa?

Realmente a net é maravilhosa (relembrando outra conversa recente), e depressa encontrei imensa informação sobre o assunto...

Vejam o esquema ao lado...Se a letra for tendencialmente inclinada para a esquerda representa uma forte ligação ao passado, uma pessoa introvertida..
Se existir enfase no topo da letra, representa imaginação...

Eis alguns links e bibliografia sobre o assunto:

http://traceinspace.com/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=27&Itemid=43 (donde retirei a imagem)

http://www.terra.com.br/istoe/produtos/grafologia/ (Análise gratuita à vossa personalidade ;-) )

http://learnhandwritinganalysis.com/

Handwriting Analysis: Putting It to Work for You by Andrea Mcnichol

Psychology of Handwriting by Nadya Olyanova


Até ao próximo arrumo!

Monday, March 30, 2009

A Grande Escalada

Já alguma vez pensaram sobre a escalada da vida? Tenho a certeza que sim...Já alguma vez sabiam que brevemente o vosso trabalho ia ser recompensado e não sabiam quando?Já alguma vez se perguntaram sobre se estão no caminho certo?
Já alguma vez pensaram "Quem sou eu?Onde quero ir, e onde conseguirei chegar?"
Já?

Eu sim, tenho sido um pensador ambulante..e hoje confirmaram-me o passo na carreira, aquele que todos achamos merecer e que nos estamos sempre a queixar de quanto o mundo é injusto.

Pois é...Não foi hoje nem ontem que comecei a tentar descobrir algo mais sobre esta vida, sobre mim nesta vida, e sobre onde conseguirei chegar.

Um grande nevoeiro assolava e começa-se a segmentar em várias pequenas nuvens na minha cabeça...Tenho alguns objectivos, algumas metas, alguns pedaços de qualquer coisa que me faz idealizar o que quero e para onde vou.

Todos temos responsabilidades, e quantas vezes não nos apeteceu colocá-las num saco e atirá-las ao rio? E ao mesmo tempo, se pensarmos um pouco, será que essa era a melhor decisão? Esta é uma questão discutivel...

Decisões, dúvidas, perguntas, curiosidades, actos de responsabilidade...

Cuidado que a neve escorrega, por isso há que saber onde se coloca o pé a seguir...

Pensemos no nosso passado, aprendamos com ele...Em que momentos fomos felizes, em que momentos entristecemos? Que decisões nos levaram ao topo, e quais aquelas que nos levaram ao buraco?

O mundo indagante da teoria é interessante de assimilar, no entanto há que ter cuidado...

Hoje foi a inauguração do resto da minha carreira. "Consultant" era a palavra.

O que virá a seguir?

Perdoem a extensão do texto...foi apenas um desabafo deste meu pensamento solto.

Beijinhos, Abraços e

Com os Melhores Cumprimentos,

Diogo C S Cordeiro

Friday, December 12, 2008

O nosso nome em KataKana

Viva,

Na sequência da encomenda de um dogi e de ver o meu nome escrito em japonês, fiquei com a curiosidade e decidi procurar na NET por conversores de nomes para japonês

Encontrei o seguinte em http://www.japanese-name-translation.com/



First name
Last name





Tem som e tudo.


Vejam também o site http://www.aprendendojapones.com/

Até breve.

Diogo

Thursday, October 30, 2008

Remove apostrophe from excel

Já alguma vez pensaram em como resolver a "Plica" do excel?

Eis uma macro que faz isso :-), emprestada de um outro site e corrigida

Option Explicit
Sub testeme_Click()

Dim myRng As Range
Dim myCell As Range

Set myRng = Nothing
On Error Resume Next
Set myRng = Intersect(Selection, _
Selection.Cells.SpecialCells(xlCellTypeConstants))
On Error GoTo 0

If myRng Is Nothing Then
MsgBox "No constants in selection!"
Exit Sub
End If

For Each myCell In myRng.Cells
If myCell.PrefixCharacter = "'" Then
myCell.Value = "" & myCell.Text
End If
Next myCell

End Sub


Há muito que não colocava algo aqui, e isto parece-me bem :-)

Adeus cibernautas

Monday, August 18, 2008

Duvizas

Já alguma vez acordaram cheios de certezas e chegaram ao fim do dia sem as mesmas? Talvez a pergunta será, donde vieram essas certezas? Que pensamentos, que sonhos as trouxeram?

Será que por vezes somos bombardeados com pensamentos que vão contra os nossos sonhos?Já alguma vez sentiram que aquele podia ser o caminho que os conduz ao sonho? E ao mesmo tempo sentiram que esse mesmo caminho estava simplesmente errado? Quer dizer, estava lá tudo, as pedras à beira da estrada, as àrvores em redor, o cheio a rosmaninho, a casa e a sua chaminé ao fundo da estrada. E no entanto...algo não estava certo.

O que é esse algo que nos atira de um lado para o outro como se fossemos bolas de borracha e o nosso cérebro uma massa amorfa? O que é esse algo que nos faz sentir tristes e indiferentes ao mesmo tempo?O que é esse algo que nos abre outras mil estradas para começarmos mais uma vez o nosso trajecto?


Mas será que temos mesmo dúvidas?Será que não sabiamos a resposta desde o inicio, e mesmo assim insistimos em obtê-la?E quando a ouvimos e é o que esperamos, continuamos a escrutiná-la, a espreme-la como se quisessemos que dali saisse algo que não esperávamos? Ser surpreendidos...


O que é a vida se não a constante busca da surpresa? Mas não será bom ter tudo bem definido? Não será bom ter planos?

Ai essas duvizas que assolam estes dias....E no entanto...

O amanhã está à porta.

Adeus, até lá.

Saturday, August 16, 2008

Portas



Já alguma vez desejaram ter o poder de ir onde quisessem? Uma chave que abre todas as portas (e que nos transporta no espaço)....Esta é mais uma série que nos faz passar horas em frente ao ecrã...The Lost Room não nos apresenta apenas uma chave que abre todas as portas como também ficamos a conhecer os poderes de vários outros objectos que estariam naquele místico quarto. Uns acreditam que o facto de reunirem todos os objectos os irá aproximar de Deus. Outros pensam que os objectos resultam de uma disrupção do universo. Uns querem possui-los, outros destrui-los.

Às vezes achamo-nos com poder para fazer tudo, outras vezes assola-nos a solidão e parece que não vamos sair dali. A maior parte do tempo contudo, andamos à deriva por este universo que se nos apresenta.

Uns dizem que tudo está destinado, outros que somos nós quem faz o nosso destino.

Se não há portas há nossa volta, será que estamos tramados? A verdade é que podemos construir as nossas próprias portas...A decisão de as atravessar é por vezes difícil, mas depois de o fazermos só dois sentimentos são possíveis. Ou nos sentimos bem, ou nos sentimos mal. Pode demorar saber o que sentimos, mas o universo acaba sempre por se ordenar.

Há quem diga que o universo está em expansão. Há quem diga que existe um equilibrio no universo.

Eu tenho dificuldade em formar opinião sobre o assunto, mas também não me interessa particularmente o tema.

Vou andando à deriva. Mas uma deriva pacifica.

Se não sabes para onde ir, vai para onde te encontras em Paz.

Um abraço, um beijinho

Até mais

Wednesday, July 16, 2008

Toma uma atitude

Andar ao sabor da maré, com os braços e as pernas imóveis.
Eis que algo acontece. Toma uma atitude. Mostra o que sabes.
O que esconderão tais palavras? O que será preciso fazer?
Começar a nadar no sentido contrário? Toma uma atitude.
Se começas a nadar no sentido contrário poderás ser considerado forte.
Os outros olharão para ti com [res,des]peito, ou pelo menos é esse o 1º pensamento.
Está na hora, toma uma atitude. Estás inerte, de olhos fechados. Ris-te do que fazes porque te sentes inseguro. Toma uma atitude. Inscreves-te num curso de filosofia, ou metafísica ou expressão oral. Estranha combinação. Toma uma atitude. Ouves falar, dás uns palpites. Pensas que estás a ser engraçado. Será mesmo? Toma uma atitude.
A ignorância é a pior virtude. Está na hora de abrir os olhos. Toma uma atitude.
Partem-te o vidro do carro porque vêem o suporte do gps, e por acaso até o levam.Toma uma atitude. Deixas-te levar por algumas comodidades. A aprendizagem toma um rumo estranho. Tentas perceber aquilo que te consegues lembrar. Como é que isso se faz? Toma uma atitude. Olhas à tua volta, delicias-te com sorrisos. Sorris de volta. Olhares curiosos, saudações rotineiras e inspiradoras. Tornas-te um sonhador. Toma uma atitude, Acorda. Inscreves-te em várias actividades, para ter todos os dias ocupados. Pára. O que ficou para trás? Será que interessa? Porquê este rumo? Para onde vais? Vais continuar ao sabor da maré?

Toma uma atitude! Qual é? Não sei, mas será que o tempo me vai dizer?

Após uns meses, por aqui fica uma pequena atitude neste mundo bloguista.

A quem ler, os meus cumprimentos. Querem comentar? Não há nada a dizer. Dificil de ler? Será que não estão a pensar em nada?

Sou um cego com ouvidos a querer ler o que falam os vossos pensamentos.

Monday, January 28, 2008

Um presente por convite...

Boa tarde, boa noite ou mesmo bom dia, consoante o sitio do planeta onde estiverem a ler esta mensagem.

Por feliz acaso ou talvez pela sede de querer aceder e beber e provar um pouco de tudo (dentro de alguns limites impostos pela consciência, pela educação, pela sociedade ) ou secalhar mesmo porque na verdade tudo o que nos acontece é da nossa co-autoria, deparo-me com o TED.

Já nem sei porquê, mas talvez por querer relembrar uma notícia, ou porque algo me despertou a atenção naquela primeira página, decidi folhear o destak que estava em cima da mesa na sala de jantar, e não é que encontro um convite para um site? Um site , um sitio, um portal ou um nome para uma fonte de informação interessante e enriquecedora, comovente e inspiradora.

Comecei por ouvir o colunista de tecnologia do New York Times David Plogue, a fazer algumas criticas cantadas à sociedade tecnológica dominada pela Microsoft. Ouvi o Daniel Goleman a dar uma palestra sobre compaixão e terminei (por agora) com o fantástico Raul Midon cujo trabalho e história de vida não conhecia mas que fiquei com enorme vontade de conhecer.
Presenteio-vos com isto, e lembrem-se...Todos os presentes são gratuitos, até porque foram vocês que escolheram vir até aqui :-).




Beijos, Abraços, Cumprimentos

a vós cibernautas do desconhecido que vos é inerente,


Diogo